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Quais são os brinquedos que você não deve comprar para seu filho em 2026


Um guia da RobotBox para ajudar você a escolher melhores formas de brincar e aprender


A infância nunca esteve tão cercada por estímulos, telas e modas instantâneas. Em 2026, os “presentes perfeitos” aparecem o tempo todo nas redes, nas vitrines e nas conversas entre pais. Só que existe uma diferença enorme entre algo que faz sucesso e algo que realmente contribui para o desenvolvimento de uma criança.

Na RobotBox, a gente parte de uma ideia simples: brincar de verdade é ativo. Envolve mãos, corpo, imaginação, convivência, tentativa e erro. Quando o presente coloca a criança apenas no papel de consumidora — assistindo, apertando botões ou seguindo estímulos prontos — ele até ocupa tempo, mas constrói pouco.

Por isso, mais do que indicar o que comprar, vale refletir sobre o que não faz sentido oferecer à infância hoje.


1º lugar: Telefone celular


Ilustração de celular moderno destacado como presente inadequado para crianças, explicando que não é recomendado até os 12 anos

Até pelo menos os 12 anos, uma criança não precisa ter um celular próprio. Nessa fase da vida, ela quase sempre está acompanhada por um adulto e não tem necessidade real de estar disponível o tempo todo. O celular não é apenas um telefone: ele concentra redes sociais, vídeos, jogos, mensagens e notificações constantes, criando um ambiente de estímulo contínuo e difícil de controlar.

Quando o celular chega cedo demais, ele costuma substituir o tempo livre, o tédio criativo, a conversa e a exploração do mundo real. Em vez de inventar brincadeiras, a criança passa a consumir conteúdos prontos, rápidos e infinitos. Infância precisa de presença, rotina e experiências reais — não de conexão permanente.


2º lugar: Computador gamer


Imagem de computador gamer com destaque, sugerindo que não é ideal para crianças e que computadores comuns com supervisão dos pais são mais adequados

Quando a criança demonstra interesse por jogos, é comum surgir a ideia de investir em um computador gamer. O problema é que esse tipo de equipamento costuma abrir mais portas do que parece. É um ambiente com acesso facilitado a chats, comunidades pouco supervisionadas e conteúdos inadequados, além de favorecer um uso individual e prolongado.

Se a ideia é jogar, um videogame tende a ser uma opção mais controlável e até mais social, permitindo momentos em família e regras claras de uso. Já para tarefas escolares e entretenimento do dia a dia, a criança não precisa de uma máquina gamer. Um computador comum da casa, usado junto com os pais e sempre monitorado, costuma ser mais do que suficiente. Tecnologia pode fazer parte da infância, mas não deve virar o centro dela — e muito menos substituir a brincadeira.


3º lugar: Patinetes elétricos e hoverboards


Criança em patinete elétrico com símbolo de alerta, reforçando que veículos motorizados substituem movimento ativo e não são recomendados

A infância é o tempo de usar o corpo. Correr, pular, cansar, cair, levantar, testar limites e descobrir possibilidades. É assim que a coordenação motora, o equilíbrio, a força e a autonomia se desenvolvem. Quando colocamos a criança cedo demais em um “veículo” motorizado, a gente troca movimento por transporte.

Pode parecer moderno ou prático, mas o efeito é o oposto do que a criança precisa. O corpo da criança precisa ser usado, não transportado. Criança não deve ser carregada — nem no colo o tempo todo, nem por motores. Brincadeiras que exigem esforço físico, exploração do espaço e movimento livre são muito mais importantes do que velocidade ou conforto.


4º lugar: Fones de ouvido


Criança usando fone de ouvido com alerta visual, indicando atenção ao pedido de isolamento

Fones de ouvido são vistos como algo inofensivo, mas merecem atenção. Eles criam isolamento, dificultam a mediação dos adultos e permitem que a criança consuma conteúdos sem qualquer filtro. Além disso, o uso frequente, especialmente em volumes altos, pode prejudicar a audição.

Existe um ponto importante aqui: quando uma criança pede um fone de ouvido, um sinal de alerta precisa ser ligado dentro de casa. Por que ela precisa se isolar para ouvir algo? O que está sendo consumido que não pode ser compartilhado com quem está por perto? Infância saudável envolve experiências coletivas, escuta aberta, conversa e presença — não bolhas individuais de consumo.


5º lugar: Brinquedos que reforçam estereótipos de gênero ou são hipersexualizados


Vários brinquedos infantis com rótulos de gênero destacados, representando estereótipos e apropriação inadequada

Nem todo presente “fofo” é inocente. Em muitos casos, brinquedos carregam mensagens silenciosas que moldam como a criança se enxerga — e como ela aprende a enxergar o outro. Quando um brinquedo diz que “isso é coisa de menina” e “aquilo é coisa de menino”, ele não está apenas separando cores e prateleiras: está limitando experiências, curiosidades e possibilidades.

Mais grave ainda é quando certos produtos antecipam uma estética adulta e colocam a criança numa lógica de aparência, sedução ou “ser desejável”, como se esse fosse um objetivo. Isso pode acontecer em bonecas, roupas, maquiagem infantil, acessórios e até em embalagens e propagandas que empurram padrões de corpo e comportamento. Infância não deveria ser treinamento para performance social. Criança precisa experimentar papéis variados, testar interesses diferentes e construir autoestima por competência e autonomia — não por imagem.

O presente ideal, nesse caso, é o que abre portas: brinquedos que não colocam limites por gênero, que convidam qualquer criança a construir, cuidar, explorar, inventar, liderar, consertar, cozinhar, imaginar e criar.


6º lugar: Livros inadequados para a idade ou guiados apenas pelo hype


Livros infantis populares em prateleira ilustrando títulos de humor que podem não ser adequados para todas as idades

Nem todo livro vendido como “infantil” é adequado para qualquer criança. Muitos títulos extremamente populares seguem tendências de mercado e apostam em humor baseado em sarcasmo, ridicularização constante, desrespeito a colegas, adultos ou professores e situações de constrangimento tratadas como piada.

Entram nesse grupo diversas séries e livros de “humor” que giram em torno do personagem que engana, humilha, expõe ou faz o outro passar vergonha o tempo todo — e isso é apresentado como entretenimento. Para crianças mais novas, que ainda estão construindo referências emocionais e sociais, esse tipo de narrativa pode confundir valores e impactar a convivência escolar.

Isso não significa proibir livros, mas fazer curadoria. Leitura boa para a infância é aquela que estimula imaginação, pensamento e senso crítico sem normalizar o desrespeito ou o bullying como diversão.


7º lugar (bônus): Brinquedos totalmente hypados


Vários brinquedos colecionáveis e modinhas infantis na moda, destacando tendências passageiras

Todo ano surge o brinquedo “obrigatório”, impulsionado por vídeos virais, influencers mirins e tendências passageiras. Em 2026, isso aparece em forma de colecionáveis estranhos, personagens sem contexto, modinhas instantâneas e objetos que todo mundo quer porque todo mundo quer. Labubu, brain rot toys e tantas outras febres seguem a mesma lógica: o valor não está na brincadeira, mas no hype.

O ciclo é quase sempre igual. A criança pede com urgência, o adulto compra caro, o encanto dura pouco e, em poucas semanas, o brinquedo perde completamente o sentido. Brinquedos assim não evoluem com a criança, não convidam à criação e não se sustentam quando a moda passa. Quando o hype acaba, sobra apenas um objeto esquecido.


O presente ideal


Crianças brincando com materiais criativos e educativos, simbolizando o presente ideal que estimula imaginação e capacidades

O presente ideal não é o mais caro, nem o mais moderno, nem o que está “bombando”. O presente ideal é aquele que dá à criança uma experiência. Algo que convida a mexer, montar, imaginar, criar regras, resolver problemas e sentir orgulho do que conseguiu fazer sozinha ou em grupo. Um presente que abre espaço para conversa, para curiosidade e para momentos compartilhados — sem depender de telas, notificações ou estímulos prontos.

Se você quer acertar de verdade, pense em presentes que deixam a criança ativa: brincadeiras ao ar livre, jogos de mesa que aproximam a família, materiais de construção e projetos manuais que despertam autonomia. Presentes que não ocupam apenas o tempo — mas constroem capacidades.

E aqui vai um lembrete importante: essa escolha não é só dos pais. Muitas vezes são os tios, padrinhos, avós e amigos da família que querem presentear, e acabam indo no impulso da moda ou do “todo mundo tem”. Se você é essa pessoa, você tem um poder enorme: o de dar um presente que não vira só mais um objeto, e sim uma memória boa — e um passo real no desenvolvimento da criança.


No fim, o melhor presente é o que constrói algo dentro da criança

Em 2026, o maior desafio das famílias não é acompanhar todas as tendências, mas proteger a infância do excesso de estímulos e escolher experiências que realmente importam. Bons presentes fortalecem a criatividade, o movimento, o pensamento, a convivência e a autonomia.

Na RobotBox, a gente acredita que presente bom não é o que faz tudo sozinho. É o que dá espaço para a criança experimentar, errar, tentar de novo e, no final, olhar para o que construiu e dizer com orgulho: “fui eu que fiz.”

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