Quais são os brinquedos que você não deve comprar para seu filho em 2026
- Evandro Kafka
- 13 de jan.
- 6 min de leitura
Um guia da RobotBox para ajudar você a escolher melhores formas de brincar e aprender
A infância nunca esteve tão cercada por estímulos, telas e modas instantâneas. Em 2026, os “presentes perfeitos” aparecem o tempo todo nas redes, nas vitrines e nas conversas entre pais. Só que existe uma diferença enorme entre algo que faz sucesso e algo que realmente contribui para o desenvolvimento de uma criança.
Na RobotBox, a gente parte de uma ideia simples: brincar de verdade é ativo. Envolve mãos, corpo, imaginação, convivência, tentativa e erro. Quando o presente coloca a criança apenas no papel de consumidora — assistindo, apertando botões ou seguindo estímulos prontos — ele até ocupa tempo, mas constrói pouco.
Por isso, mais do que indicar o que comprar, vale refletir sobre o que não faz sentido oferecer à infância hoje.
1º lugar: Telefone celular

Até pelo menos os 12 anos, uma criança não precisa ter um celular próprio. Nessa fase da vida, ela quase sempre está acompanhada por um adulto e não tem necessidade real de estar disponível o tempo todo. O celular não é apenas um telefone: ele concentra redes sociais, vídeos, jogos, mensagens e notificações constantes, criando um ambiente de estímulo contínuo e difícil de controlar.
Quando o celular chega cedo demais, ele costuma substituir o tempo livre, o tédio criativo, a conversa e a exploração do mundo real. Em vez de inventar brincadeiras, a criança passa a consumir conteúdos prontos, rápidos e infinitos. Infância precisa de presença, rotina e experiências reais — não de conexão permanente.
2º lugar: Computador gamer

Quando a criança demonstra interesse por jogos, é comum surgir a ideia de investir em um computador gamer. O problema é que esse tipo de equipamento costuma abrir mais portas do que parece. É um ambiente com acesso facilitado a chats, comunidades pouco supervisionadas e conteúdos inadequados, além de favorecer um uso individual e prolongado.
Se a ideia é jogar, um videogame tende a ser uma opção mais controlável e até mais social, permitindo momentos em família e regras claras de uso. Já para tarefas escolares e entretenimento do dia a dia, a criança não precisa de uma máquina gamer. Um computador comum da casa, usado junto com os pais e sempre monitorado, costuma ser mais do que suficiente. Tecnologia pode fazer parte da infância, mas não deve virar o centro dela — e muito menos substituir a brincadeira.
3º lugar: Patinetes elétricos e hoverboards

A infância é o tempo de usar o corpo. Correr, pular, cansar, cair, levantar, testar limites e descobrir possibilidades. É assim que a coordenação motora, o equilíbrio, a força e a autonomia se desenvolvem. Quando colocamos a criança cedo demais em um “veículo” motorizado, a gente troca movimento por transporte.
Pode parecer moderno ou prático, mas o efeito é o oposto do que a criança precisa. O corpo da criança precisa ser usado, não transportado. Criança não deve ser carregada — nem no colo o tempo todo, nem por motores. Brincadeiras que exigem esforço físico, exploração do espaço e movimento livre são muito mais importantes do que velocidade ou conforto.
4º lugar: Fones de ouvido

Fones de ouvido são vistos como algo inofensivo, mas merecem atenção. Eles criam isolamento, dificultam a mediação dos adultos e permitem que a criança consuma conteúdos sem qualquer filtro. Além disso, o uso frequente, especialmente em volumes altos, pode prejudicar a audição.
Existe um ponto importante aqui: quando uma criança pede um fone de ouvido, um sinal de alerta precisa ser ligado dentro de casa. Por que ela precisa se isolar para ouvir algo? O que está sendo consumido que não pode ser compartilhado com quem está por perto? Infância saudável envolve experiências coletivas, escuta aberta, conversa e presença — não bolhas individuais de consumo.
5º lugar: Brinquedos que reforçam estereótipos de gênero ou são hipersexualizados

Nem todo presente “fofo” é inocente. Em muitos casos, brinquedos carregam mensagens silenciosas que moldam como a criança se enxerga — e como ela aprende a enxergar o outro. Quando um brinquedo diz que “isso é coisa de menina” e “aquilo é coisa de menino”, ele não está apenas separando cores e prateleiras: está limitando experiências, curiosidades e possibilidades.
Mais grave ainda é quando certos produtos antecipam uma estética adulta e colocam a criança numa lógica de aparência, sedução ou “ser desejável”, como se esse fosse um objetivo. Isso pode acontecer em bonecas, roupas, maquiagem infantil, acessórios e até em embalagens e propagandas que empurram padrões de corpo e comportamento. Infância não deveria ser treinamento para performance social. Criança precisa experimentar papéis variados, testar interesses diferentes e construir autoestima por competência e autonomia — não por imagem.
O presente ideal, nesse caso, é o que abre portas: brinquedos que não colocam limites por gênero, que convidam qualquer criança a construir, cuidar, explorar, inventar, liderar, consertar, cozinhar, imaginar e criar.
6º lugar: Livros inadequados para a idade ou guiados apenas pelo hype

Nem todo livro vendido como “infantil” é adequado para qualquer criança. Muitos títulos extremamente populares seguem tendências de mercado e apostam em humor baseado em sarcasmo, ridicularização constante, desrespeito a colegas, adultos ou professores e situações de constrangimento tratadas como piada.
Entram nesse grupo diversas séries e livros de “humor” que giram em torno do personagem que engana, humilha, expõe ou faz o outro passar vergonha o tempo todo — e isso é apresentado como entretenimento. Para crianças mais novas, que ainda estão construindo referências emocionais e sociais, esse tipo de narrativa pode confundir valores e impactar a convivência escolar.
Isso não significa proibir livros, mas fazer curadoria. Leitura boa para a infância é aquela que estimula imaginação, pensamento e senso crítico sem normalizar o desrespeito ou o bullying como diversão.
7º lugar (bônus): Brinquedos totalmente hypados

Todo ano surge o brinquedo “obrigatório”, impulsionado por vídeos virais, influencers mirins e tendências passageiras. Em 2026, isso aparece em forma de colecionáveis estranhos, personagens sem contexto, modinhas instantâneas e objetos que todo mundo quer porque todo mundo quer. Labubu, brain rot toys e tantas outras febres seguem a mesma lógica: o valor não está na brincadeira, mas no hype.
O ciclo é quase sempre igual. A criança pede com urgência, o adulto compra caro, o encanto dura pouco e, em poucas semanas, o brinquedo perde completamente o sentido. Brinquedos assim não evoluem com a criança, não convidam à criação e não se sustentam quando a moda passa. Quando o hype acaba, sobra apenas um objeto esquecido.
O presente ideal

O presente ideal não é o mais caro, nem o mais moderno, nem o que está “bombando”. O presente ideal é aquele que dá à criança uma experiência. Algo que convida a mexer, montar, imaginar, criar regras, resolver problemas e sentir orgulho do que conseguiu fazer sozinha ou em grupo. Um presente que abre espaço para conversa, para curiosidade e para momentos compartilhados — sem depender de telas, notificações ou estímulos prontos.
Se você quer acertar de verdade, pense em presentes que deixam a criança ativa: brincadeiras ao ar livre, jogos de mesa que aproximam a família, materiais de construção e projetos manuais que despertam autonomia. Presentes que não ocupam apenas o tempo — mas constroem capacidades.
E aqui vai um lembrete importante: essa escolha não é só dos pais. Muitas vezes são os tios, padrinhos, avós e amigos da família que querem presentear, e acabam indo no impulso da moda ou do “todo mundo tem”. Se você é essa pessoa, você tem um poder enorme: o de dar um presente que não vira só mais um objeto, e sim uma memória boa — e um passo real no desenvolvimento da criança.
No fim, o melhor presente é o que constrói algo dentro da criança
Em 2026, o maior desafio das famílias não é acompanhar todas as tendências, mas proteger a infância do excesso de estímulos e escolher experiências que realmente importam. Bons presentes fortalecem a criatividade, o movimento, o pensamento, a convivência e a autonomia.
Na RobotBox, a gente acredita que presente bom não é o que faz tudo sozinho. É o que dá espaço para a criança experimentar, errar, tentar de novo e, no final, olhar para o que construiu e dizer com orgulho: “fui eu que fiz.”
RobotBox — Tecnologia na sua essência.Robótica desplugada para uma infância mais criativa.#roboticadesplugada



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